Tokenização, CIT e MIT
Entenda como a tokenização reduz a exposição de dados do cartão e como CIT/MIT classificam o uso posterior do token.
A tokenização permite que um estabelecimento ofereça experiências como cartão salvo, recompra e pagamentos posteriores sem precisar armazenar o número real do cartão em sua própria aplicação. Em vez do PAN, a integração passa a trabalhar com um token emitido para representar aquele cartão dentro do ambiente suportado.
O benefício para o negócioO comprador pode voltar a pagar com menos atrito, enquanto o e-commerce reduz a necessidade de manipular diretamente dados sensíveis do cartão. Tokenização melhora a experiência, mas não elimina as responsabilidades de segurança da integração.
Como funciona
flowchart LR A[Comprador informa o cartão] --> B[Ambiente seguro de pagamento] B --> C[Validação do cartão] C --> D[Token é criado] D --> E[Estabelecimento guarda o token] E --> F[Compra futura usa o token] F --> B
O token substitui o uso recorrente do número real do cartão na aplicação do estabelecimento.
Duas formas comuns de criar o token
Sem cobrança imediata
O objetivo é apenas registrar o cartão para uso futuro. A documentação v1.3 descreve um fluxo de verificação do cartão sem uma compra financeira naquele momento.
É útil, por exemplo, em cadastro antecipado de cartão ou preparação de uma conta para compras futuras.
Durante uma compra
O comprador conclui uma venda normal e, com consentimento, o cartão também é tokenizado. Assim, uma próxima compra pode reutilizar o token.
É útil para “salvar cartão para a próxima compra” no checkout.
Casos de uso
- Compra com um clique: O cliente retorna ao e-commerce e seleciona um cartão já salvo, sem redigitar todos os dados.
- Cobrança posterior autorizada: O estabelecimento usa um token em uma operação posterior permitida pelo acordo feito com o cliente.
- Cadastro de cartão: O cartão pode ser registrado antes de existir uma compra, quando o fluxo contratado suportar tokenização avulsa.
CIT e MIT: quem iniciou a transação?
Depois que um cartão está tokenizado, não basta saber que existe um token. É importante indicar quem iniciou a nova transação e em qual contexto ela está ocorrendo. É aí que entram as classificações CIT e MIT.
| Classificação | Quando ocorre | Exemplo |
|---|---|---|
| CIT / Customer Initiated Transaction | O comprador participa ativamente da ação de pagar. | Cliente entra no checkout, escolhe um cartão salvo e confirma a compra. |
| MIT / Merchant Initiated Transaction | O estabelecimento inicia uma cobrança posterior com base em consentimento prévio. | Uma cobrança previamente autorizada é iniciada sem o cliente estar naquele momento no checkout. |
Por que classificar corretamente?
- Ajuda bandeiras e emissores a entenderem o contexto da compra.
- Diferencia uma ação ativa do comprador de uma cobrança iniciada pelo estabelecimento.
- Evita que uma transação posterior seja enviada com contexto incompatível com o consentimento existente.
- Contribui para uma integração mais previsível e alinhada às regras do arranjo de pagamento.
Updated about 1 month ago

